
Todo mundo que entra no marketing de afiliados começa pela mesma pergunta: qual nicho paga mais? A gente discorda dessa pergunta logo de cara e já explica por quê. A comissão que aparece no banner diz quanto você ganha quando alguém compra, mas não diz quantas pessoas vão passar pelo seu link até isso acontecer. E é aí que está quase toda a diferença entre um nicho que dá dinheiro e um nicho que só parece dar.
Então vamos por partes. Primeiro, a conta que pouca gente faz, depois, a briga de sempre entre paixão e dinheiro, as perguntas que valem a pena antes de escolher, as formas de pagamento e, no fim, como testar um nicho sem jogar meses fora.
Imagine que você tem dois nichos na mão. No primeiro, cada venda paga R$ 200, só que quase ninguém compra, uma pessoa aqui, outra ali. No segundo, a venda paga R$ 30, mas compra muito mais gente, porque o produto é barato e todo mundo precisa dele. Parece óbvio, né? R$ 200 contra R$ 30, o primeiro ganha fácil.
Mas peraí, será mesmo? Se no nicho barato compra dez vezes mais gente, no fim do mês ele pode render mais que o caro, e no fim do ano a diferença já dá um carro usado. Parece pouca coisa quando você olha venda por venda, mas e se você olhar o mês inteiro? Aí a comissão bonita do banner começa a perder a graça, e tudo isso só porque alguém parou cinco minutos pra fazer a conta antes de começar.
O segredo todo está em pensar quanto vale cada pessoa que entra no seu site, e não quanto vale uma venda. No começo, isso vai ser um chute, e tudo bem, ninguém sabe antes de testar. Só de fazer essa pergunta, você já risca metade das ideias que são lindas no papel e na vida real pedem um monte de visitas que você não vai ter tão cedo.
Só que tem uma coisa que nenhuma conta mostra, e é ela que decide se você chega ao décimo mês ou larga tudo no meio do caminho.
Tem dois conselhos que você vai ouvir o tempo todo, e um briga com o outro. O primeiro diz pra seguir a paixão, porque assim você nunca cansa (não lembro quem falou isso primeiro, mas a frase é mais velha que a internet). O segundo manda esquecer a paixão e ir atrás do dinheiro, porque gosto pessoal não paga boleto. A gente não concorda com nenhum dos dois por inteiro, e o motivo é bem prático.
Afiliado vive de conteúdo, e conteúdo cansa. Se você pega um nicho só porque paga bem e não aguenta o assunto, vai acontecer a mesma coisa que acontece com a academia em janeiro: muita vontade nas primeiras semanas, e lá pra março você já nem lembra a senha do aplicativo. Agora, gostar muito de um assunto em que ninguém compra nada é um hobby. É um hobby ótimo, só não paga o aluguel.
O meio-termo cabe numa pergunta só. Você aguentaria escrever ou gravar sobre esse assunto duas vezes por semana, durante um ano, mesmo nos meses em que quase ninguém clica no seu link? Se a resposta é sim e tem gente comprando, já existe uma base. Se não é, nem a maior comissão do mercado vai segurar você ali.
Antes de bater o martelo, passe cada ideia por cinco perguntas. De preferência no papel, porque na cabeça toda ideia parece boa:
Repare que nenhuma pergunta fala do que está na moda. Moda passa rápido, e quem monta um site inteiro em cima dela costuma descobrir isso do pior jeito, com as visitas caindo bem na hora em que as primeiras comissões começam a pingar.
Aqui entram duas siglas que você vai ver em quase todo programa. No CPA você recebe um valor fixo quando a pessoa faz uma ação combinada, tipo se cadastrar ou fazer o primeiro depósito, e pronto, acabou. No RevShare, você fica com uma parte do que aquele cliente deixa na empresa enquanto ele continuar usando o produto, às vezes por anos.
É mais ou menos como vender um apartamento ou alugar. Vender põe o dinheiro na sua mão hoje. Alugar paga menos por mês, mas continua pagando enquanto o inquilino estiver lá. Quem está começando e precisa ver dinheiro logo costuma se dar melhor com CPA; já quem pensa mais lá na frente e tem um público fiel tende a gostar mais do RevShare. E tem muito programa que deixa misturar os dois, o que já diz alguma coisa sobre o nicho: se a empresa topa pagar todo mês, é porque o cliente dela costuma ficar.
Pra ficar mais fácil de comparar, juntamos os nichos que mais aparecem pra afiliados numa tabela. É um resumo geral; cada programa tem as próprias regras, então os detalhes sempre ficam nas condições de cada um.
| Tipo de nicho | Como costuma pagar | O que ajuda | O que atrapalha |
| Produtos físicos (lojas online grandes) | Uma porcentagem pequena por venda | Gente comprando todo dia, fácil de explicar | Pouco por venda, precisa de muita visita |
| Cursos e produtos digitais | Comissão alta por venda | Paga bem, material pronto pra divulgar | Muita gente vendendo a mesma coisa, público desconfiado |
| Programas e assinaturas | Um valor por mês enquanto o cliente paga | Dinheiro que se repete | Venda mais lenta, cliente pensa muito antes de assinar |
| Finanças (cartões, contas, empréstimos) | Valor fixo por cadastro aprovado | Muita procura, paga bem | Regras duras, difícil ganhar confiança |
| Apostas e cassino (iGaming) | CPA, RevShare ou os dois | Cliente que volta, várias formas de pagar | Regras de anúncio, só pra maiores de 18 |
Futebol é um nicho? É, mas é tão grande que no começo quase não serve, porque você vai brigar no Google com portais que têm redação inteira, e nessa briga quem tem um notebook e muita vontade costuma perder. Agora, números de escanteios no Brasileirão já são outra conversa. Pouca gente fala disso com cuidado; quem procura sabe bem o que quer, e é muito mais fácil virar o cara que entende do assunto num tema pequeno do que ser só mais um num tema gigante.
A regra que a gente segue é começar pequeno e crescer pros lados. Primeiro você domina um pedaço, depois puxa o assunto vizinho, e lá na frente percebe que tem um site sobre futebol inteiro, ou melhor, quase inteiro, só que feito de baixo pra cima e com gente que já confia em você.
Só não vale ir pequeno demais. Se o tema é tão apertado que você não consegue pensar em uns trinta textos sobre ele (faça essa lista no papel, é rapidinho), talvez ele sirva pra um artigo e não pra um nicho inteiro.
Muita gente que pesquisa nichos acaba chegando no iGaming, que é o nome do mercado de apostas e cassinos online, e dá pra entender o motivo. É um dos poucos assuntos em que o cliente volta toda semana, porque sempre tem rodada nova e jogo novo, e isso faz o RevShare render de um jeito que é raro em outros nichos.
Pra ter uma ideia com números de verdade, o programa de afiliados da PIN-UP mostra na página principal, https://partners-pu.com/pt/, CPA de até US$ 200 e RevShare de até 50%, além de um modelo misto que junta os dois, e eles aceitam visitas de quase todo canal, do Google ao Telegram. Esses valores são o teto anunciado, e o próprio programa avisa que as condições finais de cada parceiro podem ser outras, então o número real sai da conversa com o gerente.
Só que esse nicho cobra caro de quem entra sem pensar. No Brasil, as apostas online ganharam lei própria e regras pra propaganda. O público precisa ser maior de idade, e muitas plataformas de anúncio limitam esse tipo de conteúdo. Então, ler as regras aqui faz parte do trabalho. E tem o lado humano: você vai falar com gente que joga com dinheiro de verdade. Na nossa visão, quem dura nesse nicho é quem explica direitinho como as coisas funcionam, inclusive que a casa sempre leva vantagem no longo prazo.
Ninguém precisa casar com um nicho no primeiro dia. O que a gente sugere é um namoro com prazo: escolha um assunto, faça uma boa leva de conteúdos sobre ele nos primeiros meses e coloque link de afiliado em todos, mesmo sabendo que no começo quase ninguém vai clicar.
Depois disso, olhe só pro básico. Quanta gente cada conteúdo trouxe, quantos clicaram no link e quantos desses cliques viraram cadastro ou venda. Pra isso funcionar, você precisa saber de onde veio cada clique, e quase todo programa sério tem um painel que mostra isso e algum jeito de marcar cada link. Sem isso você fica chutando no escuro.
Se depois desses meses tem um pouco de movimento, mesmo pequeno, o nicho está vivo e agora é fazer mais do que deu certo. Se não tem nada, nenhuma visita e nenhum clique, olhe primeiro pro canal e pro tipo de conteúdo antes de jogar o nicho fora, porque muitas vezes o assunto era bom e o problema estava no jeito de falar dele.
Todo mundo conhece aquele amigo que cada mês aparece com um negócio novo. Em janeiro era loja online, em março era curso de inglês, em junho já era cripto. Planejamento nota dez. No marketing de afiliados, esse jeito de trabalhar derruba qualquer nicho, porque conteúdo leva meses pra aparecer no Google, e quem troca de assunto no terceiro mês desiste bem antes da parte boa.
Outro erro comum é copiar o nicho de quem já ganha bem. Você vê o print com a comissão do mês, mas não vê os anos de conteúdo que vieram antes, nem o público que essa pessoa juntou devagar. Sem isso, o mesmo nicho na sua mão vira outra coisa.
E aqui vem o pior: muita gente escolhe pelo produto e esquece do público. Produto sai do ar, muda de preço ou corta a comissão de um dia pro outro, mas o público continua lá, com as mesmas dúvidas, e quem conhece bem essas pessoas troca de oferta sem começar do zero. Pois é, é assim que a banda toca.
Lembra da pergunta do começo: qual nicho paga mais? Ela não precisa sumir; dinheiro importa e ninguém está aqui de graça. Só que da próxima vez que você vir R$ 200 por venda num banner, já sabe que o primeiro passo é perguntar quanta gente compra de verdade. E o segundo é se perguntar se você ainda vai estar ali, falando do mesmo assunto, quando o décimo mês chegar.
Politica de Privacidade Termos de uso DCMA Contato Blog
Memes Engraçados Telegram Grupos Cursos para Fazer Meu Quiz Dinheiro Web Figurinhas Para Whats Grupo de Apostas Esportivas Futebol todo dia